Ana Lúcia Lima
Psicóloga - Terapeuta Cognitivo- comportamental e Arteterapeuta.
Contato: ana.terapiaesaude@gmail.com

"Eu escrevo pra salvar vidas, provavelmente a minha própria."
( Clarice Lispector)

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Chova ou faça sol...

















Conto Zen: Olhando da maneira correta

 Aoi Kuwan

Havia em uma aldeia uma velha chamada mulher chorosa, pois todos os dias, chovendo ou fazendo sol, ela sempre estava chorando. Ela vendia bolinhos na rua, e um monge sempre passava por ela quando ia ao grande templo para os ritos. Um dia, curioso, ele lhe perguntou:
“Sempre que passo, seja em belos dias ensolarados, seja em suaves dias chuvosos, vejo a senhora chorando. Por que isso acontece?”
“Tenho dois filhos”, ela respondeu, “Um faz delicadas sandálias, o outro guarda-chuvas. Quando faz sol, penso que ninguém comprará os guarda-chuvas de meu filho, e ele e sua família vão passar necessidades. Quando chove, penso no meu filho que faz sandálias, e que ninguém vai comprá-las. Então ele também vai ter dificuldade para sustentar sua família”.
O monge sorriu e disse:
“Mas… a senhora deveria ver as coisas de forma correta. Veja: quando o sol brilha, seu filho que faz sandálias venderá muito, e isso é muito bom! Quando chove, seu filho que faz guarda-chuvas venderá muito, e isso é também muito bom!”
A velha olhou-o com alegria e exclamou:
“Tem razão!”
Desde então a velha passa todos os dias, chovendo ou fazendo sol, sorrindo feliz.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Para viver melhor (Autor Bruno Pitanga-Doutor em neuroimunologia)

Pra viver melhor...
Não se preocupe, se ocupe. 
Ocupe seu tempo, ocupe seu espaço, ocupe sua mente. 
Não se desespere, espere.
Espere a poeira baixar, espere o tempo passar, espere a raiva desmanchar.
Não se indisponha, disponha.
Disponha boas palavras, disponha boas vibrações, disponha sempre.
Não se canse, descanse.
Descanse sua mente, descanse suas pernas, descanse de tudo.
Não menospreze, preze.
Preze por qualidade, preze por valores, preze por virtudes.
Não se incomode, acomode
Acomode seu corpo, acomode seu espirito, acomode sua vida.
Não desconfie, confie.
Confie no seu sexto sentido, confie em você, confie em Deus.
Não se torture, ature.
Ature com paciência, ature com resignação, ature com tolerância.
Não pressione, impressione.
Impressione pela humildade, impressione pela simplicidade, impressione pela elegância.
Não crie discórdia, crie concórdia.
Concórdia entre nações, concórdia entre pessoas, concórdia pessoal.
Não maltrate, trate bem. 
Trate bem as pessoas, trate bem os animais, trate bem o planeta.
Não se sobrecarregue, recarregue.
Recarregue suas forças, recarregue sua coragem, recarregue sua esperança.
Não atrapalhe, trabalhe.
Trabalhe sua humanidade, trabalhe suas frustrações, trabalhe suas 
virtudes.
Não conspire, inspire.
Inspire pessoas, inspire talentos, inspire saúde.
Não se apavore, ore.
Ore a Deus, ore aos santos, ore às forças e as energias. 
Somente assim viveremos dias melhores. 
Então não perca tempo, aproveite seu tempo! 


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Procrastinação












Todo começo de semana é a mesma coisa: você começa a segunda-feira com uma enorme lista de tarefas, mas na sexta-feira não conseguiu finalizar nem metade delas. Aquela pausa para o café ou aquela olhada no Facebook são as principais desculpas dos procrastinadores. Afinal, o seu eu do futuro vai lidar com tudo muito melhor. Ou não.


No entanto, é justamente essa a razão de você não conseguir sair dessa vida. Conforme explica Daphna Oyserman, professora de Psicologia e pesquisadora da University of Southern California, as pessoas assumem que precisam dar conta do presente e que o seu eu do futuro pode lidar com o que está por vir. “Esta regra aparentemente plausível pode desviar as pessoas, em parte porque alguns eventos futuros exigem ação atual”, disse Daphna.


Ainda segundo a pesquisadora, para que o futuro motive a ação atual, ele deve parecer iminentee, para isso, existe um truque: ver no futuro como o agora, a partir de diferentes métricas das que usamos para medir o tempo.


Por meio de uma série de experimentos, a pesquisadora Daphna e Neil Lewis Jr., co-autor do estudo e pesquisador da University of Michigan, descobriram que os voluntários enxergavam o futuro como sendo muito mais próximo quando calculavam seus prazos e metas em unidades de dias em vez de meses ou anos e, assim, eles se sentiam mais motivados para realizar seus objetivos.


No primeiro teste, 162 voluntários tinham que imaginar a preparação para eventos futuros, como uma apresentação de trabalho, e em seguida foram questionados sobre quando tal evento iria ocorrer. Aleatoriamente, ele foram orientados para pensar em termos de dias, meses ou anos. Resultado: aqueles que contavam o tempo usando dias disseram que o evento iria ocorrer 30 dias mais cedo, em média, do que aqueles que pensavam no evento há meses de distância.

Quando é grande a pressão por necessidades urgentes, fica difícil parar para se dedicar aos planos que estão mais lá para a frente. Porém, quando eles chegam, já estamos super atrasados.


Ver o futuro usando métricas mais leves, como semanas ao invés de meses, dias ao invés de semanas, e horas ao invés de dias, provou ser de grande ajuda para manter a atenção necessária. Além de dar a impressão de urgência maior, dá a sensação de que o futuro e o presente estão conectados e que são harmônicos em vez de conflitantes, segundo a pesquisa. Que tal tentar?




Por exemplo: 6 meses pode parecer tempo mais que suficiente para estudar, mas tente colocar esse prazo em dias e alinhe essa informação com a quantidade de conteúdo que deve ser estudadoConsidere também os dias de descanso e imprevistos. Para saber mais, veja o estudo na íntegra publicado na revista Psychological Science.

Texto retirado do site da Academia do concurso

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Você não está sozinho...














Nenhum ser humano pode ver e entender em outro 
o que ele mesmo não viveu.

O QUE A PSICOLOGIA CHAMA DE EMPATIA ou inteligência emocional aponta a capacidade
humana de perceber a emoção alheia em um contexto que não é o seu, de participar dos
sentimentos de outra pessoa.
Dito de maneira simples: empatia é a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro.
Consideramos que alguém está sendo simpático quando se mostra aberto a nossas ideias,
disponível à aprendizagem e à escuta, quando não expressa suas preocupações no momento
em que nós estamos explicando nossos problemas.
A empatia é uma relação fundamentada em atender o outro, colocando-se os cinco
sentidos no que está acontecendo no momento.
Entretanto, em geral é difícil compreender o outro porque não conhecemos uma situação
similar em nossa existência. Por exemplo, quem não viveu a morte de um pai ou uma mãe
dificilmente pode imaginar a dor e o vazio que essa experiência causa.
A empatia também deve funcionar na direção oposta: precisamos aceitar que os outros só
podem nos entender dentro dos limites do que viveram. Não podemos exigir total
compreensão de pessoas que têm vidas e experiências muito diferentes das nossas.
Muitas vezes estar ao lado daquele que está sofrendo é o suficiente. Deixá-lo sentir o nosso
calor. Nem tudo pode ser compartilhado, mas a presença das pessoas queridas alivia
qualquer peso.
Às vezes é só estar. Não é necessário compreender, apresentar soluções nem dizer nada.
Basta ele saber que não está sozinho no naufrágio.

Retirado do livro Herman Hesse para desorientados - Allan Percy