Ana Lúcia Lima
Psicóloga - Terapeuta Cognitivo- comportamental e Arteterapeuta.
Contato: ana.terapiaesaude@gmail.com

"Eu escrevo pra salvar vidas, provavelmente a minha própria."
( Clarice Lispector)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Procrastinação












Todo começo de semana é a mesma coisa: você começa a segunda-feira com uma enorme lista de tarefas, mas na sexta-feira não conseguiu finalizar nem metade delas. Aquela pausa para o café ou aquela olhada no Facebook são as principais desculpas dos procrastinadores. Afinal, o seu eu do futuro vai lidar com tudo muito melhor. Ou não.


No entanto, é justamente essa a razão de você não conseguir sair dessa vida. Conforme explica Daphna Oyserman, professora de Psicologia e pesquisadora da University of Southern California, as pessoas assumem que precisam dar conta do presente e que o seu eu do futuro pode lidar com o que está por vir. “Esta regra aparentemente plausível pode desviar as pessoas, em parte porque alguns eventos futuros exigem ação atual”, disse Daphna.


Ainda segundo a pesquisadora, para que o futuro motive a ação atual, ele deve parecer iminentee, para isso, existe um truque: ver no futuro como o agora, a partir de diferentes métricas das que usamos para medir o tempo.


Por meio de uma série de experimentos, a pesquisadora Daphna e Neil Lewis Jr., co-autor do estudo e pesquisador da University of Michigan, descobriram que os voluntários enxergavam o futuro como sendo muito mais próximo quando calculavam seus prazos e metas em unidades de dias em vez de meses ou anos e, assim, eles se sentiam mais motivados para realizar seus objetivos.


No primeiro teste, 162 voluntários tinham que imaginar a preparação para eventos futuros, como uma apresentação de trabalho, e em seguida foram questionados sobre quando tal evento iria ocorrer. Aleatoriamente, ele foram orientados para pensar em termos de dias, meses ou anos. Resultado: aqueles que contavam o tempo usando dias disseram que o evento iria ocorrer 30 dias mais cedo, em média, do que aqueles que pensavam no evento há meses de distância.

Quando é grande a pressão por necessidades urgentes, fica difícil parar para se dedicar aos planos que estão mais lá para a frente. Porém, quando eles chegam, já estamos super atrasados.


Ver o futuro usando métricas mais leves, como semanas ao invés de meses, dias ao invés de semanas, e horas ao invés de dias, provou ser de grande ajuda para manter a atenção necessária. Além de dar a impressão de urgência maior, dá a sensação de que o futuro e o presente estão conectados e que são harmônicos em vez de conflitantes, segundo a pesquisa. Que tal tentar?




Por exemplo: 6 meses pode parecer tempo mais que suficiente para estudar, mas tente colocar esse prazo em dias e alinhe essa informação com a quantidade de conteúdo que deve ser estudadoConsidere também os dias de descanso e imprevistos. Para saber mais, veja o estudo na íntegra publicado na revista Psychological Science.

Texto retirado do site da Academia do concurso

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Você não está sozinho...














Nenhum ser humano pode ver e entender em outro 
o que ele mesmo não viveu.

O QUE A PSICOLOGIA CHAMA DE EMPATIA ou inteligência emocional aponta a capacidade
humana de perceber a emoção alheia em um contexto que não é o seu, de participar dos
sentimentos de outra pessoa.
Dito de maneira simples: empatia é a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro.
Consideramos que alguém está sendo simpático quando se mostra aberto a nossas ideias,
disponível à aprendizagem e à escuta, quando não expressa suas preocupações no momento
em que nós estamos explicando nossos problemas.
A empatia é uma relação fundamentada em atender o outro, colocando-se os cinco
sentidos no que está acontecendo no momento.
Entretanto, em geral é difícil compreender o outro porque não conhecemos uma situação
similar em nossa existência. Por exemplo, quem não viveu a morte de um pai ou uma mãe
dificilmente pode imaginar a dor e o vazio que essa experiência causa.
A empatia também deve funcionar na direção oposta: precisamos aceitar que os outros só
podem nos entender dentro dos limites do que viveram. Não podemos exigir total
compreensão de pessoas que têm vidas e experiências muito diferentes das nossas.
Muitas vezes estar ao lado daquele que está sofrendo é o suficiente. Deixá-lo sentir o nosso
calor. Nem tudo pode ser compartilhado, mas a presença das pessoas queridas alivia
qualquer peso.
Às vezes é só estar. Não é necessário compreender, apresentar soluções nem dizer nada.
Basta ele saber que não está sozinho no naufrágio.

Retirado do livro Herman Hesse para desorientados - Allan Percy

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Numa luta entre você e o mundo, fique do lado do mundo.


















 HÁ DOIS TIPOS DE PESSOAS: as que nadam contra a corrente dos acontecimentos e as que fluem com eles. Segundo o taoismo, uma filosofia milenar chinesa, quem se afasta ou se desvia do fluxo da vida se distancia da sabedoria e da virtude. Diante de qualquer mudança ou transformação, o sábio confia no movimento. A lei do Tao é a força motriz da transformação, pois tudo está incluído nele. Essas mudanças acontecem no céu, na terra e no homem. Para enfrentá-las com sabedoria, é preciso obedecer a quatro tópicos: • Esperar para agir no momento certo. • Reagir de forma adequada, respeitando os outros e evitando excessos. • Não se deixar influenciar por intenções particulares e egoístas. • Identificar quando a mudança é de fato necessária. O sábio aprende a mudar, a se transformar, a se livrar do que está fossilizado, a se libertar das pessoas, dos objetos e dos lugares. Especialmente em tempos confusos como os atuais, é preciso saber desapegar-se de tudo. Ou, como diz o ditado: é preciso mudar tudo para que nada mude.

Retirado do livro: Kafka para sobrecarregados Allan Percy