Ana Lúcia Lima
Psicóloga - Terapeuta Cognitivo- comportamental e Arteterapeuta.
Contato: ana.terapiaesaude@gmail.com

"Eu escrevo pra salvar vidas, provavelmente a minha própria."
( Clarice Lispector)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Homenagem á Ferreira Gullar













Traduzir-se
Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir-se uma parte
na outra parte
– que é uma questão
de vida ou morte –
será arte?

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Chova ou faça sol...

















Conto Zen: Olhando da maneira correta

 Aoi Kuwan

Havia em uma aldeia uma velha chamada mulher chorosa, pois todos os dias, chovendo ou fazendo sol, ela sempre estava chorando. Ela vendia bolinhos na rua, e um monge sempre passava por ela quando ia ao grande templo para os ritos. Um dia, curioso, ele lhe perguntou:
“Sempre que passo, seja em belos dias ensolarados, seja em suaves dias chuvosos, vejo a senhora chorando. Por que isso acontece?”
“Tenho dois filhos”, ela respondeu, “Um faz delicadas sandálias, o outro guarda-chuvas. Quando faz sol, penso que ninguém comprará os guarda-chuvas de meu filho, e ele e sua família vão passar necessidades. Quando chove, penso no meu filho que faz sandálias, e que ninguém vai comprá-las. Então ele também vai ter dificuldade para sustentar sua família”.
O monge sorriu e disse:
“Mas… a senhora deveria ver as coisas de forma correta. Veja: quando o sol brilha, seu filho que faz sandálias venderá muito, e isso é muito bom! Quando chove, seu filho que faz guarda-chuvas venderá muito, e isso é também muito bom!”
A velha olhou-o com alegria e exclamou:
“Tem razão!”
Desde então a velha passa todos os dias, chovendo ou fazendo sol, sorrindo feliz.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Para viver melhor (Autor Bruno Pitanga-Doutor em neuroimunologia)

Pra viver melhor...
Não se preocupe, se ocupe. 
Ocupe seu tempo, ocupe seu espaço, ocupe sua mente. 
Não se desespere, espere.
Espere a poeira baixar, espere o tempo passar, espere a raiva desmanchar.
Não se indisponha, disponha.
Disponha boas palavras, disponha boas vibrações, disponha sempre.
Não se canse, descanse.
Descanse sua mente, descanse suas pernas, descanse de tudo.
Não menospreze, preze.
Preze por qualidade, preze por valores, preze por virtudes.
Não se incomode, acomode
Acomode seu corpo, acomode seu espirito, acomode sua vida.
Não desconfie, confie.
Confie no seu sexto sentido, confie em você, confie em Deus.
Não se torture, ature.
Ature com paciência, ature com resignação, ature com tolerância.
Não pressione, impressione.
Impressione pela humildade, impressione pela simplicidade, impressione pela elegância.
Não crie discórdia, crie concórdia.
Concórdia entre nações, concórdia entre pessoas, concórdia pessoal.
Não maltrate, trate bem. 
Trate bem as pessoas, trate bem os animais, trate bem o planeta.
Não se sobrecarregue, recarregue.
Recarregue suas forças, recarregue sua coragem, recarregue sua esperança.
Não atrapalhe, trabalhe.
Trabalhe sua humanidade, trabalhe suas frustrações, trabalhe suas 
virtudes.
Não conspire, inspire.
Inspire pessoas, inspire talentos, inspire saúde.
Não se apavore, ore.
Ore a Deus, ore aos santos, ore às forças e as energias. 
Somente assim viveremos dias melhores. 
Então não perca tempo, aproveite seu tempo! 


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Procrastinação












Todo começo de semana é a mesma coisa: você começa a segunda-feira com uma enorme lista de tarefas, mas na sexta-feira não conseguiu finalizar nem metade delas. Aquela pausa para o café ou aquela olhada no Facebook são as principais desculpas dos procrastinadores. Afinal, o seu eu do futuro vai lidar com tudo muito melhor. Ou não.


No entanto, é justamente essa a razão de você não conseguir sair dessa vida. Conforme explica Daphna Oyserman, professora de Psicologia e pesquisadora da University of Southern California, as pessoas assumem que precisam dar conta do presente e que o seu eu do futuro pode lidar com o que está por vir. “Esta regra aparentemente plausível pode desviar as pessoas, em parte porque alguns eventos futuros exigem ação atual”, disse Daphna.


Ainda segundo a pesquisadora, para que o futuro motive a ação atual, ele deve parecer iminentee, para isso, existe um truque: ver no futuro como o agora, a partir de diferentes métricas das que usamos para medir o tempo.


Por meio de uma série de experimentos, a pesquisadora Daphna e Neil Lewis Jr., co-autor do estudo e pesquisador da University of Michigan, descobriram que os voluntários enxergavam o futuro como sendo muito mais próximo quando calculavam seus prazos e metas em unidades de dias em vez de meses ou anos e, assim, eles se sentiam mais motivados para realizar seus objetivos.


No primeiro teste, 162 voluntários tinham que imaginar a preparação para eventos futuros, como uma apresentação de trabalho, e em seguida foram questionados sobre quando tal evento iria ocorrer. Aleatoriamente, ele foram orientados para pensar em termos de dias, meses ou anos. Resultado: aqueles que contavam o tempo usando dias disseram que o evento iria ocorrer 30 dias mais cedo, em média, do que aqueles que pensavam no evento há meses de distância.

Quando é grande a pressão por necessidades urgentes, fica difícil parar para se dedicar aos planos que estão mais lá para a frente. Porém, quando eles chegam, já estamos super atrasados.


Ver o futuro usando métricas mais leves, como semanas ao invés de meses, dias ao invés de semanas, e horas ao invés de dias, provou ser de grande ajuda para manter a atenção necessária. Além de dar a impressão de urgência maior, dá a sensação de que o futuro e o presente estão conectados e que são harmônicos em vez de conflitantes, segundo a pesquisa. Que tal tentar?




Por exemplo: 6 meses pode parecer tempo mais que suficiente para estudar, mas tente colocar esse prazo em dias e alinhe essa informação com a quantidade de conteúdo que deve ser estudadoConsidere também os dias de descanso e imprevistos. Para saber mais, veja o estudo na íntegra publicado na revista Psychological Science.

Texto retirado do site da Academia do concurso